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22 ago 2017 às 7:29 am

Exclusivo: Temer revela intenções para 2018 e dá detalhes da relação com Ricardo

O presidente da República Michel Temer (PMDB) falou pela primeira vez com um sistema de comunicação da Paraíba. A entrevista foi concedida nesta segunda-feira (21), com exclusividade, ao programa Correio Debate, da rádio Correio Sat/98 FM, ancorado por Nilvan Ferreira, João Costa e Victor Paiva. O Correio Debate conversou com o Chefe do Executivo Federal sobre temas que repercutem aqui no estado e em todo o país. E ele revelou as intenções que tem para 2018 e como anda a sua relação com o governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB).

“Eu sei até que o governador não nos apóia politicamente. Ele tem até dado demonstrações neste sentido, mas a nossa relação é uma relação institucional, porque mais que o governador o que interessa é o povo da Paraíba. Você não pode, por causa do governador, prejudicar o povo do estado. Então a nossa relação é uma relação da União Federal com o Estado da Paraíba”, destacou Temer.

O presidente também contou quais são as suas intenções para 2018. “O ano de 2018 ainda não chegou, ainda estamos em 2017, ainda tem muita água para correr debaixo da ponte. Vamos deixar a água correr e no ano que vem nós vamos verificar como será nosso procedimento”, ressaltou.

Temer fez uma avaliação sobre a situação econômica, o desemprego, as reformas trabalhistas e previdenciária, Bolsa Família e transposição. Ele falou, ainda, sobre o apoio que está tendo no Congresso Nacional e a situação dos parlamentares peemedebistas que foram punidos por votarem a favor da abertura de uma investigação contra ele na Câmara. Clique e ouça abaixo.

Entrevista com Michel Temer - Rede Correio Sat

Confira outros temas tratados pelo presidente:

Reforma trabalhista
Não vai perder direito coisa nenhuma vai ter direito a mais porque com essa flexibilização que nós fizemos na legislação trabalhista haverá maior possibilidade de empregos para muita gente

Bolsa Família
Quando eu assumi o governo há mais de dois anos não se fazia um reajuste do Bolsa Família, que é um programa social muito importante. Nós demos naquela oportunidade 12,5% de aumento. Parece pouco, mas é 12,5% multiplicado por 14 milhões de famílias. Isso significa alguns vários bilhões de reais. 

Recessão
Se você me disser: bom, vai ter que seguir nesse mesmo trabalho de contenção de despesas? Eu digo: vai. Porque nós aprovamos uma emenda constitucional chamada Teto dos Gastos, que exige que haja uma contenção que segure os gastos públicos, pelo menos por dez anos. Quem vier depois vai ter que seguir no mesmo ritmo. Mas, eu volto a dizer a você vai voltar a encontrar a economia nos trilhos, porque ela tinha desandado há muito tempo.

Previdência
O déficit da previdência é de R$ 180 e poucos bilhões. No ano que vem é de R$ 200 e poucos bilhões. Não há país que agüente isso. O que nós queremos é que quem está recebendo pensão previdenciária hoje continue a receber, senão daqui a pouco não vai ter dinheiro nem para isso. Nós estamos fazendo isso que é uma maneira, além de equilibrar as contas públicas, de dar estabilidade social para o país e, portanto, com isso abrir novos campos de trabalho.

O Congresso
Sei que faço um governo também amparado pelo Congresso Nacional e veja que até hoje, 15 meses de governo, nós não perdemos nenhuma questão que nós apresentamos ao Congresso Nacional. Nós tivemos aprovação de tudo.

Transposição
Foi no meu governo que nós colocamos 800 milhões de reais para concluir a transposição. E foi uma coisa emocionante lá em Monteiro quando as águas dos São Francisco jorraram para o rio. Aumentou o fluxo de água no Rio Paraíba, um sucesso extraordinário. Portanto, o Eixo Leste foi concluído no nosso governo. E agora nós estamos trabalhando para concluir o Eixo Norte e vamos concluir antes, muito antes, do nosso governo.

Punição
Quem não acompanhou o partido não faz sentido não sofrer nenhuma espécie de advertência, de punição partidária, senão você desmoraliza o próprio partido. E dizer que foi uma coisa grave, porque convenhamos, tratava-se de desalojar o presidente da República. E desalojar ainda sob o fundamento de uma suspeição. Quer dizer, é uma coisa realmente muito grave. Na medida que alguém fornece uma autorização, ele está desmoralizando uma das figuras centrais do partido que é o presidente.

 

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