Na estreia de Jorge Jesus, Flamengo empata com o Athletico-PR

11 jul 2019

O Athletico Paranaense empatou em 1 a 1 com o Flamengo, nessa quarta-feira (dia 10) à noite, na Arena da Baixada, na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. A partida de volta será em 17 de julho no Maracanã. O gol como visitante não é critério de desempate. Quem avançar pega o vencedor de Bahia x Grêmio na semifinal e coloca mais R$ 6,7 milhões nos cofres.

ARBITRAGEM
O Athletico foi prejudicado pela arbitragem já no início. Aos 9 minutos, o goleiro Diego Alves saiu da área e segurou a bola com as mãos. Lance claro para falta na meia-lua e expulsão do jogador do Flamengo, mas o árbitro nada marcou.

No segundo tempo, o lance foi polêmico. Aos 11 minutos, Marco Ruben trombou com Rodrigo Caio no meio-campo. Na sequência, Marcelo Cirino saiu na cara do gol e foi derrubado por Renê. Pênalti claro. O árbitro foi até o monitor do VAR e preferiu marcar a falta de Ruben no meio-campo.

O clube paranaense também teve três gols anulados na partida. A imagem da TV mostra que os três foram corretamente anulados.

No estádio, a torcida ficou revoltada com as decisões da arbitragem e o clima ficou tenso. Nas redes sociais, a fúria dos atleticanos foi ainda maior.

RETROSPECTO
Como mandante, o Athletico somou 17 vitórias, 12 empates e 2 derrotas contra o Flamengo em toda história.

FASES
O time principal do Athletico, dirigido pelo técnico Tiago Nunes, tem oito vitórias, um empate e uma derrota na Arena da Baixada em 2019.

O Flamengo agora está invicto há seis jogos – quatro vitórias e dois empates.

ESCALAÇÃO DO ATHLETICO
O Athletico não tinha Camacho e Thiago Heleno, afastados por doping. O zagueiro Pedro Henrique também não pode atuar, pois já jogou pelo Corinthians na Copa do Brasil 2019. Lucho González ficou no banco, por opção de Tiago Nunes. O esquema tático era variável. O time se defendia no 4-4-2, em linha, com Nikão e Marco Ruben no ataque. Os quatro meias eram Wellington (centro), Bruno Guimarães (centro), Rony (esquerda) e Cirino (direita). Com a bola, a equipe atacou no 3-4-3, com Wellington ao lado dos zagueiros e, no ataque, Rony e Cirino formavam o trio ofensivo com Marco Ruben.

ESCALAÇÃO DO FLAMENGO
O Flamengo promoveu a estreia do técnico português Jorge Jesus. O lateral-direito Rafinha (33 anos, ex-Bayern Munique) ficou no banco. O time carioca jogou no 4-4-2 em linha, com Arrascaeta na esquerda e Vitinho na direita.

PRIMEIRO TEMPO
O primeiro tempo teve forte marcação por parte do Flamengo, que tentou anular a saída de bola do Athletico com postura bem avançada. O Furacão não se intimidou e conseguiu sair jogando com precisão nos lançamentos. Também teve qualidade para levar os dois laterais para a linha de fundo a todo instante. Foram seis boas jogadas do time paranaense no primeiro tempo, incluindo dois gols corretamente anulados pela arbitragem e uma chance incrível desperdiçada por Lucas Halter aos 46, após cobrança de escanteio de Rony. Nesse período, o time carioca quase não atacou e só levou algum perigo em dois momentos – um chute de fora da área e um passe em profundidade.

SEGUNDO TEMPO
O segundo tempo começou com gol. Já aos 4 minutos, Nikão cobrou escanteio e Léo Pereira chutou para fazer 1 a 0 para o Athletico. Aos 6, Lucas Halter saiu lesionado. Entrou Robson Bambu. O time da Arena poderia ter feito o segundo aos 11, mas o árbitro preferiu não marcar pênalti em Cirino. O empate do Flamengo veio aos 19, em lance raro. Renê cobrou lateral direto para a área. Gabigol ganhou a disputa com Léo Pereira e chutou na saída de Santos. Aos 29, saiu Nikão e entrou Bruno Nazário. Aos 40, entrou o ponta Vitinho no lugar de Cirino. O Athletico teve mais um gol anulado no fim, aos 39, mas a imagem da TV mostra que realmente houve impedimento.

ESTATÍSTICAS
Em 90 minutos, o Athletico teve 57% de posse de bola, somou 17 finalizações (4 certas), 83% de eficiência nos passes e 10 escanteios. O Flamengo arrematou 9 vezes (4 certas) e teve 43% de posse de bola, 76% de eficiência nos passes e 4 escanteios.