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29 jul 2017 às 6:49 am

“Vou ganhar o quê chamando eles de traidores?”, diz Jeová sobre perda de apoio

Candidato à reeleição no pleito do ano que vem, o deputado estadual Jeová Campos, do PSB, vai para a disputa de 2018 sem o importante apoio do grupo dos ex-prefeitos Carlos Antônio e Denise Albuquerque, ambos do PSB, de Cajazeiras.

pesar de ter apoiado os correligionários nos dois últimos pleitos eleitorais (2012 e 2016), o casal já avisou que votará, para deputado estadual, no ex-vice prefeito Bruno Araújo (PTB), deixando a campanha de Campos acéfala. Jeová, por sua vez, tenta não demostrar mágoas, mas em entrevista nesta sexta-feira (28), acabou desabafando por conta da ausência de reciprocidade.

“Eu vou ganhar o que chamando eles de traidores? Não vou ganhar nada. Vamos ser adversários, mas com respeito. Não vou cometer o erro de outros, que romperam e depois saiu um degradando o outro. Não preciso disso. Para eu puder ser reeleito eu só tenho que fazer o convencimento dos meus parceiros de que estamos fazendo um mandato respeitado. Não é à toa que muitos me escolhem como deputado de melhor desempenho parlamentar”, disse.

Jeová continuou o desabafo e lamentou que os grupo de Carlos Antônio tenha optado por alguém da cozinha de sua casa, em vez de defender um nome da aliança. “Eu entendo na política que cada um escolhe suas companhias. Cada um define o que fazer. Eu particularmente defendi a unidade do PSB e da aliança política de Cajazeiras, pensando no futuro, mas se outros membros da oposição e que não são do PSB pensam diferente, não posso fazer nada. O que acho estranho é que reconhecem meu mandato, mas não sirvo para ser o deputado deles, tem que ser da cozinha, se for da aliança não serve. Mas é assim mesmo”, desabafou.

UM CULPADO

Sobre a derrota da prefeita Denise Albuquerque, nas eleições de 2016, Jeová não esconde quem considera o responsável – Júnior Araújo. Ele disse que foi o atual escolhido do grupo para disputar uma vaga na ALPB quem coordenou a campanha e que foi o responsável pelo fracasso.

“Quando escolhi votar em 2012 e garantimos a eleição de Denise, eu acertei. Quando botei minha energia para reelege-la em 2016, eu acreditei porque o governo era bom, perdemos por erros de comando na campanha, que foi malconduzida e mal coordenada. A coordenação foi exclusiva de Júnior Araújo. Como é que você exclui um deputado com experiencia e militância das articulações, e isso aconteceu comigo, nunca ninguém me chamou para uma reunião para dar pitaco na majoritária. Se eles querem andar só que andem, não tenho queixa nenhuma. Vou para a minha campanha com meus aliados”, arrematou.


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