Policiais suspeitos de envolvimento em chacina no conde recusam tornozeleira e seguem presos
11 set 2025 - Destaque

Os policiais militares suspeitos de envolvimento em chacina no Conde, que resultou na morte de cinco jovens, no Litoral Sul da Paraíba, recusaram o uso de tornozeleira eletrônica e seguem presos no 1° Batalhão da Polícia Militar. A Justiça determinou a soltura dos suspeitos, na terça-feira (9), mediante ao cumprimento de medidas cautelares.
Em entrevista à TV Cabo Branco, o advogado Luiz Pereira, responsável pela defesa dos policiais, “o monitoramento eletrônico é que tem causado um desconforto para os policiais”. Os suspeitos decidiram então permanecer presos durante a investigação.
Em relação ao policial que está nos Estados Unidos, que teve a prisão temporária convertida para preventiva, a defesa pede revogação ou aplicação de cautelares.
A Justiça da Paraíba, em decisão, considerou os “riscos concretos de reiteração delitiva ou de interferência na instrução processual” para determinação das medidas cautelares.
Confira medidas cautelares:
- Uso de tornozeleira eletrônica;
- Afastamento imediato do serviço operacional (policiamento ostensivo ou tático);
- Proibição de manter contato com familiares das vítimas, testemunhas e demais investigados;
- Proibição de frequentar localidades próximas às residências das vítimas e seus familiares, complementando a medida de monitoração eletrônica;
- Recolhimento domiciliar no período noturno, das 20h às 5h do dia seguinte, e nos dias de folga;
- Comparecimento mensal em juízo;
- Proibição de se ausentar da comarca de suas residências por mais de 10 dias sem autorização da justiça.
A Justiça também determinou que o mandado de prisão temporária expedido em desfavor de Alex William de Lira Oliveira, que está de férias dos Estados Unidos, seja convertido em preventiva.
Para o policial no exterior, a Justiça avaliou “fuga do distrito da culpa” para determinar prisão preventiva.
Relembre a chacina do Conde
Ponte do Arco, entre Conde e João Pessoa. (Foto: reprodução / Google Street View)
Cinco policiais militares foram presos e um segue foragidos suspeitos pela morte de cinco jovens no dia 15 de fevereiro de 2025, na Ponte do Arco, que liga as zonas rurais dos municípios de João Pessoa e do Conde.
Os cinco jovens foram atingidos pelos tiros dentro do carro em que estavam. Eles chegaram a ser socorridos para o Hospital de Trauma da capital, mas não resistiram aos ferimentos e morreram ainda na unidade