Prefeito exonera secretários, corta gratificações e gera clima de incerteza no município
4 nov 2026 - Destaque

O cenário político e administrativo de Pedras de Fogo sofreu um verdadeiro terramoto com a publicação do Decreto nº 277/2026. Sob a justificativa de “manter o equilíbrio nas contas públicas” e atender a exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal e do Tribunal de Contas, o prefeito José Carlos Ferreira Barros assinou uma pacote severo de cortes que já está a gerar indignação e forte repercussão na região.
A decisão, publicada no final de outubro, apanhou muitos de surpresa pela agressividade das medidas. O decreto determina a exoneração em massa de todos os cargos comissionados da administração direta e indireta — incluindo os próprios Secretários Municipais.
O pacote do arrocho:
- Fim das Gratificações: A partir de 1º de novembro, todas as gratificações dos servidores municipais foram cortadas, sem previsão de novas concessões.
- Demissões e Fim de Contratos: O decreto suspendeu novas contratações temporárias e determinou a rescisão dos contratos vigentes por excepcional interesse público.
- Exoneração Geral: Todos os cargos de confiança e secretários foram exonerados a partir de 30 de outubro.
- Centralização de Poder: Qualquer despesa nas secretarias agora depende de aprovação prévia e direta do Gabinete do Prefeito.
Clima de incerteza e bastidores aquecidos
A decisão levanta sérios questionamentos entre a população e a oposição: como ficará o funcionamento dos serviços públicos essenciais sem secretários e com o quadro de pessoal drasticamente reduzido?
Enquanto a gestão municipal defende que a medida é uma ação necessária e responsável para fechar o exercício financeiro, nos bastidores o clima é de tensão. Trabalhadores afetados questionam o impacto dos cortes no sustento de famílias inteiras em pleno período de fim de ano, transformando o decreto no assunto mais comentado da política local.